sexta-feira, 23 de maio de 2008

Mais de 1968


Estamos quase sofrendo uma overdose, felizmente de um tema deveras interessante. Com os 40 anos de distância dos fatos que marcaram a história de muitos países, diversos debates, publicações sobre o assunto estão na nossa pauta.

A Livraria da Vila realizará algumas conversas bem legais sobre o tema, as datas e tudo mais podem ser vistos clicando aqui. No Memorial da América Latina também algumas mesas sobre o assunto serão organizadas.

Saíram muitas publicações boas sobre o assunto. Valem destacar aqui algumas, como:



1968 - O que fizemos de nós: Novamente Zuenir aborda o tema que lhe deu projeção internacional ao lançar "1968 - O Ano que não terminou". Seu novo livro faz uma reflexão 40 anos depois sobre qual foi a influência de todos aqueles movimentos. Ambos vem na mesma caixa, editado pela Planeta.



1968 Destinos 2008: Foi de longe uma das publicações sobre 1968 que mais chamou atenção de nós aqui quando chegou. Se trata de um ótimo livro de fotos principalmente da passeata dos 100 mil, que foi o último protesto em massa que a ditadura viu em seus 21 anos, algumas semanas após estava instituído o AI-5. O livro mostra fotos de pessoas na época e como estão hoje, entre elas, por exemplo, Miguel Rio Branco.



Maio de 68 explicado a Nicolas Sarkozy: Admito, torci muito contra o Sarkozy durante a campanha, mas acabei feliz que a Ségòlene Royal teve tantos votos. Hoje, segundo pesquisas, sua popularidade bate recordes negativos. No último discurso antes de se tornar presidente, disse que os franceses deveriam "exortar a herança de Maio de 68". Escrito por pai e filho buscam estabelecer um diálogo sobre a geração que viveu o ano e a nova geração.




Em 68: - Carlos Fuentes, um dos maiores novelistas e ensaistas da língua espanhola ainda vivo escreveu este livro, no qual aborda mais especificamente sobre os episódios de Praga, Paris e seu próprio país, México. Em um misto de ensaio e autobiografia consegue dar uma plurivisão dos episódios, contando com declarações de Milan Kundera, Gabriel Garcia Marques, Cortazar e Sartre.